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Igreja Matriz

A Igreja Matriz está num largo esteticamente agradável. A Igreja Paroquial é um belo templo de generosas dimensões e elegante traça setecentista. Reportando-se a ele, diz-nos A. Pimentel, por inícios deste século: “Não se sabe com segurança quando foi edificada a egreja parocbial, mas presume-se que seria em 1686, data que está inscrita na pedra em que o pulpito assenta. Parece que em 1766 se procedeu a uma restauração, postoque modesta; no litel da porta principal está gravado aquuelle anno, o que auctorisa a bypothese da restauração. Mas tão modesta seria, que em 1860, quando tomou posse o actual parocbo, rev. Francisco Moreira Azenha, acabou o templo completamente arruinado, quazi indigno do culto. Por este zeloso sacerdote emprebendeu uma larga restauração, que levou a cabo, augmentado a capela mór e o corpo da egreja, apainelando o tecto, fazendo uma nova tribuna, uma elegante torre, e mandado dourar a brunido toda a capela-mór e os altares collateraes, onde já existiam quatro columnas de talba em cada um, único ornato que, apesar de muito deteriorado, pôde aproveitar-se do antigo templo.” Na elegante frontaria destaca-se o pórtico retangular, rematado por um belo frontão interrompido no vértice por duas volutas; logo acima rasga-se um pequeno óculo mistilíneo e quadrilobado. A empena ostenta, de igual forma, um recorte mistilíneo, onde sobressaem caprichosas volutas. No vértice do respetivo tímpano, foi aberto um pequeno nicho. A coroar a empena eleva-se uma majestosa cruz de base bulbosa, adornada com volutas. A torre sineira, de três andares demarcados por estribos, desequilibra talvez um pouco o conjunto pela sua excessiva altura; é rematada em cúpula bulbosa. “Possue o templo uma estimável imagem de Cbristo na agonia. É de madeira em tamanho natural. O rosto, a cabeça e a corôa de espinhos são de boa escultura. A imagem da Senhora do Rosario é moderna; foi modelada no Porto, oficina da Viuva Abreu. Tambem possue a egreja sofríveis alfaias; as melbores vieram de loyos do Porto.” (A. Pimentel). Do espólio de arte sacra desta Igreja, destaca-se um curioso relicário em prata dourada, com templete como as custodias seiscentistas (Adriano de Gusmão). No largo fronteiro à Igreja ergue-se um elegante cruzeiro de cantaria e, a Norte, uma formosa casa solarenga.

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