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História

Refere Alberto Pimentel, que “é tradição que o nome antigo d’esta freguezia foi São Christovam do Mouro e que, por corrupção de vocábulo, veio a chamar-se – do Muro”. As referencias documentais medievais, porém, parecem contrariar aquele autor, pois só a partir do século XVI é que surge o epíteto “do Muro”, e sempre assim grafado. A mais remota afusão ao orago da paróquia data de 979 – “in locum, sanctum christoforum” (“P. M. H., Diploma Et Chartae”, p. 78). No “Rol das igrejas do Rei” da primeira do século XIII, surge como “Sanctus Chrisforus de Alvarelhos”. Valioso, do ponto de vista arqueológico é um determinado passo das “Inquirições” de 1258 (p. 491) onde se alude à “Via antiga” – “uiam ueterem sancti christofany” – relacionando-a com esta freguesia. De facto, tanto na Carriça como na Quinta da Paiço, lugares próximos de freguesias vizinhas, se acharam marcos miliários a atestarem a passagem de uma via romana. Em 1519 surge então como “São Christouão do muro” (“Livro dos Forais Manuelinos da Cidade e Termo do Porto”, 1940, p. 101).

S. Cristóvão do Muro, onde o verde impera, é a primeira freguesia do concelho da Trofa que se depara a quem se dirige do Porto a Braga pela Estrada Nacional 14. Ultrapassadas as terras da Maia, avista-se a placa toponímica indicativa do lugar da Carriça, e logo aí a freguesia exibe o seu cartão de visita. De um lado e do outro da estrada, campos verdejantes dão o sinal para que o espírito obrigue os olhos a buscar uma beleza sedativa. Mas é sem qualquer esforço, qual passe de magia, que defrontamos em toda a linha do horizonte com um magnífico recorte de arvoredo.

Situada numa planície, a oeste-sudoeste da sede do concelho, localiza-se entre as freguesias de S. Pedro e de Santa Maria de Avioso (Maia) e as de Alvarelhos, S. Mamede do Coronado, Covelas e Santiago de Bougado (Trofa).

É uma freguesia eminentemente rural, com alguma indústria introduzida recentemente (metalurgia ligeira e têxteis), habitada por cerca de 2.000 almas.

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